29/11
Merlí

filosofiaMerlí é uma série de televisão produzida pela TV3 sobre um professor de filosofia que, usando alguns métodos pouco ortodoxos, incentiva seus alunos a pensar livremente – dividindo as opiniões de alunos, professores e famílias.

Com certa influência de filmes como Sociedade dos poetas mortos, Merlí tenta deixar a filosofia mais próxima de todos os públicos. Cada episódio se baseia nas ideias de algum pensador ou escola filosófica.

No total, a série terá 39 episódios, dos quais 26 já foram exibidos. Cada episódio leva o nome de um filósofo diferente. Depois de ter seus direitos comprados pelo grupo Atresmedia em novembro de 2015, a série foi dublada em espanhol e exibida em outros territórios da Espanha pelo canal LaSexta entre abril e junho de 2016.

Vale a pena conferir!

https://www.youtube.com/watch?v=Wk8nUkwZLxk

07/06
Dicas de filmes em espanhol

Aproveitando que o 3º ano está estudando um pouco de cinema e tevê na aula de espanhol, o professor Roberto Carlos enviou ao blog uma lista com algumas indicações para ajudar a turma.

Os filmes são:
Damian La Profecia
El Padrino
En Bueno El Malo y El Feo
Y Finalmente
Pesadilla en la Calle del Infierno

Agora é assistir aos títulos e treinar o espanhol!

31/03
Dica do professor Wagner: filme O Preço do Amanhã e curiosidade aristotélica

O professor Vagner, de filosofia e sociologia, produção um texto muito interessante sobre curiosidade filosófica e, de quebra, ainda deu uma super dica de um filme. Boa leitura!

Aristóteles pesquisou muitas coisas, inclusive os insetos. O filósofo notou que eles têm o corpo separado em três. Aristóteles escreveu detalhadamente sobre os diversos elementos da história natural dos insetos. Isso tudo permaneceu praticamente sem qualquer atenção até 1.600! Foi só então que o pesquisador Ulisse Aldrovandi lançou a obra De animalibus insectis (Tratado dos insetos).

Dica de Filme: O Preço do Amanhã
Esse filme é uma ficção científica de boa originalidade. Com o cantor Justin Timberlake, essa película surpreende por ser mais parecida com antigos filmes de ficção. Até os veículos são antigos, apesar dos seus roncos futuristas. O personagem e protagonista Will é um cara pobre que precisa trabalhar para sobreviver, literalmente, pois nesse mundo em que vive há um relógio no punho de cada um, e muitos não têm mais que um dia de vida. Um milionário do tempo, com mais de um século de vida ficou desanimado e deu seu tempo a Will, de modo que se suicidou por não ver mais motivo na vida.

Os ricos praticamente possuem a eternidade nesse filme, e os pobres estão na iminência de sua morte. Cada ato é pago com tempo e muitas vezes não resta nada, sendo a morte fatal o fim, como ocorreu com a bela mãe de Will (mais jovem que ele na aparência). Então há pessoas com 60 anos, 80, e aparência de 30, 25, coisas que seriam o sonho das pessoas que temem o envelhecimento.

Will passa as diversas fronteiras do tempo (lembra as faixas do livro Divina Comédia.) e chegando naquela área dos ricos e eternos, encontra a filha de um banqueiro, com quem tem um romance. Ela encontra seu amor bandido, porque Will é procurado por roubar tempo. A polícia diz claramente não buscar a justiça, mas sim ser guardiã do tempo.

Fato é que ao jogar poker com o pai da bela moça, se vê o protagonista ainda mais rico e eterno, sendo que ele se banha com ela no mar, momento romântico de nudez e entrega. A filha do banqueiro se aventura assim e se arrepende, por ter se entregue ao desejo. Will é detido, mas consegue fugir, e leva de refém a filha do milionário. Ambos são assaltados e têm pouco tempo de vida.

Isso lembra o acasalamento de animais referidos por Darwin, onde a competição e a vitória dos mais aptos garantem a sua reprodução. No âmbito humano vemos essa seleção natural por outros meios que não pela força, mas as barreiras sociais não são empecilho. Will em atitude heroica, barganha tempo para o povo e deixa louco o banqueiro do tempo, e nessa atitude Robin Wood ele se transforma no bom bandido.

Vemos que o filme impressiona pela originalidade e pela criatividade. Vivemos tantos clichês no cinema que fica difícil achar um filme diferente. Aqui há esse drama de ser escravo do tempo, e tempo é literalmente dinheiro. O capitalismo é darwiniano como o próprio antagonista confirma em sua fala.

Há boa fotografia, o roteiro está bom e o filme tem um ar de dualidade, quando por um tempo está na riqueza e beleza, e noutro na escravidão e feiura dos pobres. Tal relógio no punho me lembrou da marca da Besta e algo diabólico. Fato é que o herói superou a morte e numa dinâmica cristã ofereceu aos outro o que não tinha, em caridade. As pessoas vivendo muito se tornam mais fúteis e colecionadoras de quimeras e superficialidades.

O filme é claro ao demonstrar as festas da alta sociedade. Will sabe que tudo isso se sustem a custa da morte de muitos e assim busca a justiça, que é seu maior crime. Venceu os donos do poder e possibilitou a vida a todos, além dos ricos. O filme é uma boa opção para quem já se encheu daqueles que já se sabe o que irá acontecer. Aqui cada segundo é perigoso, e a morte está a espreita. Uma boa opção para boas reflexões, pois o dinheiro faz o mesmo em nossa sociedade.

19/09
Cinemateca do Raízes: Transformers 4

O professor Fábio, de geografia, mandou mais uma indicação de filme para quem gosta de muita ação: Transformers 4.

Transformers: a era da extinção

“Eu sou Optimus Prime, e mando uma mensagem para as estrelas: Michael Bay retorna com sua câmera lenta, suas explosões, orçamento astronômico e sua incapacidade de realizar um filme com menos de 2 horas!”

Perdão, vou recomeçar… chegou às telonas a mais nova produção da franquia de sucesso baseada nos brinquedos da Hasbro: Tranformers 4 ou A Era da Extinção. Desta vez sem nenhum dos personagens humanos dos três filmes anteriores, mas mantendo a trinca de robôs de interesse comercial: Optimus, Bublebee e Megatron.

Quatro anos se passaram desde a grande batalha de Chicago entre Autobots e Decepticons e os gigantescos robôs alienígenas desapareceram. Eles são atualmente caçados pelo governo dos EUA (aqui representado pelo secretário de segurança Harold Attinger, interpretado por Kelsey Grammer) com uma ajudinha de um tipo de mercenário cibertroniano, com a justificativa de que não desejam passar por outra batalha de robôs gigantes.

No entanto, há um interesse menos nobre quando surge o grande empresário de tecnologia Joshua Joyce (Stanley Tucci) que se aproveita da onda antialienígena para copiar a tecnologia dos Transformers. Nesse meio tempo surge Cade Yeager (Mark Wahlberg), um inventor fracassado e endividado, que encontra um caminhão abandonado num cinema falido (como é que é?).

Ele jamais poderia imaginar que o veículo é na verdade Optimus Prime, o líder dos Autobots. Muito menos que, ao ajudar a trazê-lo de volta à vida, Cade e sua filha Tessa (Nicola Peltz) entrariam na mira das autoridades americanas.

Ok! Os filmes dos Transformers são oito ou oitenta, ou seja, ou você não gosta e não passa nem na porta do cinema, ou você é fã e vai assistir. O diretor manteve a receita que deu certo anteriormente: alguns personagens humanos que funcionam muito bem como espectadores e vítimas de uma batalha colossal, estabelece-se algumas relações entre fatos e acontecimentos da Terra com uma intervenção dos cibertronianos e muitas sequências de lutas em câmera lenta.

Então não há nada de novo? Surge um novo mistério envolvendo os criadores dos Transformers e suas intenções ao criarem os robôs, também há uma divertida brincadeira em mostrar novos robôs que representam caricaturas de clichês de filmes de ação: tem um samurai, com um estilo de roupa que parece que saiu da Matrix e um gordão do tipo soldado aposentado que fuma charuto. É sério!

Um destaque são os Dinobots, bem estilosos e dão um upgrade nos momentos finais do filme (afinal até esta altura já se passaram duas horas e tantas de filme, ufa!). Outro destaque é o uso da metalinguagem como toque de humor, como quando Cade vai ao cinema falido e o dono do lugar se queixa pelo fato de que hoje em dia não se fazem filmes originais, somente continuações e remakes, neutralizando assim os futuros críticos mais mordazes.

Enfim, tirando algumas, digamos, “viagens”, como o fato de um caminhão estar perdido dentro de um cinema e o dono nem saber sobre, ou um piloto de rally da Red Bull estar escondido no meio de um milharal, o filme é empolgante e deixa um gostinho de quero mais principalmente para os adultos que ainda têm uma criança dentro da alma, como este que aqui escreve. Bom Filme!

06/06
Robocop (2014)

Para fechar a semana, a dica desta sexta-feira (6) é do professor Fabio. Ele escreveu uma resenha bem bacana sobre a refilmagem de Robocop, do brasileiro José Padilha, que conta com um excelente conteúdo sociopolítico. Se liga!

Robocop (2014)

Mais uma refilmagem de um clássico. Uma mania muito presente entre os produtores dos grandes estúdios que, em vez de incentivar novas ideias, tentam pegar carona em sucessos de épocas porque não querem se arriscar com projetos novos.

Apesar de inovação não ser garantia de lucro, quase sempre os remakes resultam em fracassos, pois os produtores exigem que a versão nova tenha referências do original sem o cuidado com a contextualização ou a atenção devida ao público novo.

O Robocop de José Padilha, no entanto, não deixa nada a desejar em relação à sua inspiração de 1987, do diretor Paul Verhoever, apesar de não ter o psicodelismo e a violência que marcou a produção. Vejamos.

O filme de 1987 teve um grande impacto por ter retratado muito bem a tensão da Guerra Fria sob uma ótica diferente: os efeitos da Ordem Bipolar dentro dos EUA com suas neuroses e caçada por um inimigo criado pelo próprio governo estadunidense.

No filme de 2014, Padilha deu enfoque na necessidade da potência imperialista em manter sua hegemonia no exterior, representada pela tecnologia de ocupação (os drones) em países “inimigos” do Oriente Médio, ao mesmo tempo que o governo norte americano alimenta o medo do “inimigo” estar também dentro da nação.

O diretor brazuca soube fazer um bom remake, pois agradou gregos e troianos: colocou as referências ao original de 1987, gastou pouco com a produção, deu o retorno esperado tanto de crítica quanto em bilheteria e contextualizou a história de forma eficiente.

Ele usou os moldes do seu sucesso internacional (Tropa de Elite 1 e 2) para contar a história do policial que é transformado num ciborgue para promover a força norte americana tanto dentro quanto fora do país. Desta forma, o policial Alex Murphy (Joel Kinnaman) se aproxima de Roberto Nascimento (Wagner Moura).

Ambos são desumanizados pelas circunstâncias e lutam para se reconstruírem, ao mesmo tempo em que tentam identificar qual é o real inimigo: o crime organizado ou o governo que os criaram.

Outro aspecto presente tanto no filme de Vanhoever quanto no de Padilha é a força da mídia. Seja no noticiário tendencioso (Robocop de 1987) ou num apresentador reacionário e histérico (Robocop de 2014) que conduzem a opinião púbica em aprovar ou rejeitar o herói.

Mas original é sempre original. Há uma característica no filme de Verhoever que não foi igualada ou superada. Sua abordagem foi quase uma premonição porque mostrou a associação entre governo e megaempresas. O filme é de 1987, numa época em que só se falava em multinacionais e mostra como o Estado (personificado pela polícia de Detroit) estava à mercê dos interesses empresariais, algo só evidente em tempos atuais.

Antes que me julguem um velho saudosista que só gosta dos clássicos (pois é verdade!), devo concluir que José Padilha conseguiu fazer um bom filme brasileiro usando um grande orçamento (para os nossos padrões de produção), não deturpou o clássico ao adaptá-lo para os dias atuais, não se sujeitou às condições dos executivos dos estúdios, abriu novas possibilidades para outros projetos e, mesmo tendo os que torceram o nariz, seu filme passou o recado e agradou.

Bom filme!

26/05
O filme Elysium e as questões ambientais

A professora Camila Sant’ Ana, de Biologia, deu uma dica de filme muito bacana e que tem tudo a ver com o projeto interdisciplinar “Obsolescência Programada”, proposto aos alunos do 1º ano.

É o filme Elysium, produção americana que conta no elenco com dois atores brasileiros: Wagner Moura e Alice Braga.

A história do filme se passa em 2159. O mundo é dividido entre dois grupos: o primeiro, riquíssimo, mora na estação espacial Elysium, enquanto o segundo, pobre, vive na Terra, repleta de pessoas e em grande decadência.

De um lado, a secretária do governo Rhodes (Jodie Foster) faz de tudo para preservar o estilo de vida luxuoso de Elysium, mas do outro, um pobre cidadão da Terra (Matt Damon) tenta um plano ousado para trazer de volta a igualdade entre as pessoas.

“O olhar voltado para a disciplina de Biologia vem quando o espectador é convidado a refletir um pouco sobre a desigualdade entre os povos e perceber que a vida no planeta Terra tem limite, que os recursos naturais podem chegar ao esgotamento caso o ser humano não repense suas atitudes e valores”, observou a professora Camila.

O professor Fabio, de Geografia, já escreveu para o blog um artigo destacando outros pontos interessantes de Elysium. Quem quiser rever, é só clicar aqui.

Quem tem TV por assinatura pode assistir ao filme nesta segunda-feira (26), às 22 horas, no canal HBO 2.

Bom filme!

06/05
A química por trás do filme “O Óleo de Lorenzo”

Há casos da ciência que são tão interessantes que acabam virando filme. É o caso da história dos italianos Augusto e Michaela Odone, que desenvolveram uma mistura dos ácidos oléico e erúcico para tratar a adrenoleucodistrofia (ALD), doença que atingiu o filho do casal, Lorenzo Odone.

A ALD é uma doença que afeta o sistema nervoso e provoca a perda de mielina. Sem esta substância, o doente para de se mover, ouvir, falar e respirar. Lorenzo foi diagnosticado aos 5 anos e os médicos informaram os pais que ele viveria no máximo por mais três anos.

No entanto, o casal correu atrás de informações e acabou por desenvolver o óleo que proporcionou ao filho viver até os 30 anos. A história toda vocês podem conhecer assistindo ao filme “O Óleo de Lorenzo”, indicação muito bacana do professor Junior.

Além de contar uma história real muito bonita, o filme mostra como ocorre o processo de pesquisa científica, explica como ocorre a doença, seu processo bioquímico e como os pais chegaram até a substância. Vocês podem assistir ao filme aqui no blog:

11/04
Você cineasta

A primeira etapa para se fazer um filme é o roteiro, que nada mais é do que a história escrita num formato e linguagem específicas, cujas cenas serão utilizadas para fazer a captação das imagens. Vocês têm alguma ideia de como se escreve um roteiro?

Se a resposta for não, e você está interessado em descobrir, uma boa oportunidade é a Oficina de Roteiro de Cinema que será oferecida no Casarão do Carmo, a partir do dia 17 de abril.

A inscrição é gratuita, basta enviar um e-mail para cultura@pmmc.com.br, com o assunto “Oficina de Roteiro de Cinema”, contendo o seu nome e endereços completos, telefones fixo e celular e a data de nascimento.

São apenas 20 vagas e a inscrição pode ser feita até o dia 16.

18/02
Jogos Vorazes: a franquia

Em mais uma colaboração para o blog, o professor Fábio, de Geografia, enviou uma resenha sobre um filme que vocês provavelmente já assistiram: Jogos Vorazes! Deem uma olhada no texto publicado originalmente no site Omelete:

Os fãs frequentemente reclamam quando estúdios e mídia tentam vender novas franquias como “a mania que vai substituir Crepúsculo”, ou “o próximo Harry Potter”. A comparação, porém, é lógica no que diz respeito à estrutura. A máquina hollywoodiana sabe embalar apenas determinados tipos de produtos – daí certos filmes, que não se enquadram muito bem em gêneros conhecidos, terem dificuldade de execução e distribuição – e qualquer adaptação de grande orçamento de obra infanto-juvenil, como é o caso de Jogos Vorazes (The Hunger Games), cairá nos processos conhecidos da indústria, desejosa do próximo grande sucesso de bilheteria.

A comparação é injusta, no entanto, quando analisamos o conteúdo de obras tão distintas. De todas essas grandes franquias recentes, a adaptação das duas primeiras partes (Jogos Vorazes e Jogos Vorazes Em Chamas) da trilogia literária de Suzanne Collins é a que tem conteúdo mais contestador, com inspirações em grandes obras distópicas como Admirável Mundo Novo, 1984 e, nos próximos lançamentos (Jogos Vorazes A Esperança, partes 1 e 2) até Fahreinheit 451. Discussões sobre a autoridade, culto a celebridades, obediência, poder e controle estão em pauta na história que se passa nas ruínas futuristas da América do Norte, dividida em uma capital e 12 distritos.

Na trama, depois de uma tentativa de revolução, décadas antes, a Capital passou a exigir de cada distrito um tributo na forma de dois jovens – um garoto e uma garota – entre 12 e 18 anos, para competir no reality show de sobrevivência que dá nome ao filme. Eles devem enfrentar outros 22 concorrentes até a morte, em uma arena controlada pelo governo. O vencedor garante para seu distrito um bônus em suprimentos e regalias pelo próximo ano. A trama acompanha uma dessas jovens, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), adolescente de 16 anos que se oferece para lutar no lugar da irmã, sorteada pelo distrito.

Ainda que guarde semelhanças também com Battel Royale, filme hiperviolento japonês – mais especificamente a batalha entre jovens até a morte -, a adaptação de Jogos Vorazes (que, diferentemente do livro, abandona o foco exclusivo em Katniss e revela os bastidores do controle governamental) distancia-se de qualquer comparação recente pelos questionamentos e por não usar o espetáculo como fetiche. Afinal, não é empolgante ver o embate dos jovens na arena, mesmo que alguns deles, os mais aptos, tenham se oferecido para estar ali e desejem as glórias do combate. Os oponentes de Katniss, assim, não são os demais competidores, mas as forças por trás dos jogos.

O diretor Gary Ross (Jogos Vorazes) opta até por um estilo de câmera e edição nas cenas de ação que se desvia elegantemente da barbárie, dando vislumbres dela, mas tirando das cenas o impacto gráfico que poderia torná-las fetichistas (e, obviamente, tornam o filme comercialmente viável em termos de classificação indicativa). Com o sucesso do primeiro filme, o orçamento da série dobrou – e os 140 milhões de dólares que Jogos Vorazes – Em Chamas custou são bastante perceptíveis em tela. A sequência, agora dirigida por Francis Lawrence, enche os olhos e é mais elaborada em todos os sentidos, mas não é a pirotecnia o que chama a atenção.

No centro de tudo, Jennifer Lawrence está à altura do desafio. Depois de excelentes atuações em filmes como X-Men Primeira Classe, Inverno da Alma e Like Crazy (infelizmente ainda inédito por aqui), a atriz traz Katniss à vida com o equilíbrio perfeito de fragilidade e determinação. E ela está cercada por ótimos nomes, como Stanley Tucci, Wes Bentley, Woody Harrelson, Toby Jones, Elizabeth Banks e Donald Sutherland, além do excelente Philip Seymour Hoffman que nos deixou recentemente.

Em suma, já torci muito o nariz para essas literaturas infanto-juvenis do naipe de Crepúsculo e Percy Jackson, por conta do conteúdo sem sentido ou qualquer contribuição para a juventude que alimenta uma indústria que só quer lucrar com a alienação. Mas, no caso de Jogos Vorazes, é uma obra que está infelizmente um pouco além do público que vai ao cinema atrás das formas prefeitas dos personagens e temo que não consigam enxergar o abuso de poder, de direitos e deveres do Estado, de sacrifícios pessoais, “pão e circo” e o papel do cidadão, lê-se por aí comentários do tipo “como seria legal viver em Panem”, prova do estado da capacidade de raciocínio crítico de uma fração desta geração. Mas eu sempre tenho esperança. Bom Filme!

07/02
Para curtir (ou diminuir) o calor

Diz o meme que está rolando no Facebook: “Bola de fogo tinha razão, o calor está de matar”. E neste fim de semana não vai ser diferente. A previsão é que a temperatura máxima seja de 33° em Mogi.

Para dar uma refrescada, separamos algumas dicas de programas para vocês curtirem ou darem uma driblada no calor.

Quem tem piscina em casa é só chamar a galera para dar uns mergulhos. Quem não tem pode aproveitar gratuitamente a piscina do Centro Esportivo do Socorro, que fica aberta de terça a domingo, das 8 às 17 horas.

Para isso, é preciso fazer a carteirinha no local (rua Rogério Tácola, 118, Socorro) e agendar o exame médico, que é feito às terças-feiras, das 13 às 16 horas, no Ginásio Municipal. Se vocês já tiverem um exame médico autorizando a utilização da piscina, aí não é preciso fazer o procedimento no ginásio, certo?

Em Bertioga
Outra boa pedida para os dias mais quentes é dar um pulo na praia, até porque, o litoral é logo ali, né?

Neste fim de semana, Bertioga encerra o Festival Verão Azul 2014 com a participação das bandas CPM 22 e Spazio na sexta-feira (7). Já no domingo (9) quem sobe ao palco é Bob Dylan Cover. O festival rola na Arena Centro, que fica na avenida Thomé de Souza, Praia da Enseada. A entrada é gratuita.

Em Sampa
Esta dica é para espantar o calor. É que três shoppings da capital montaram pistas de patinação no gelo: o Mooca Plaza, o Shopping Metrô Tatuapé e o Santana Parque.

Para curtir as pistas, é preciso alugar os patins. Também são oferecidos equipamentos de segurança (capacete, joalheira e cotoveleira). Bora praticar um exercício diferente!

Nos cinemas
Um filme bacana, pipoca, refri e… ar-condicionado! Gostou da ideia? Então se liguem nas estreias dessa sexta-feira.

Trapaça

Irving Rosenfeld e sua sócia/amante Sydney Prosser são forçados a colaborar com Richie DiMaso, agente do FBI que infiltra Rosenfeld no mundo da máfia. Tudo parece ocorrer bem, até que a esposa de Rosenfeld, Rosalyn, decide aparecer e mudar as regras do jogo.

Uma aventura Lego

Animação em 3D que conta a história de Emmet, uma minifigura de Lego recrutada para integrar uma sociedade de estranhos e seguir uma jornada para deter um tirano.

Operação Sombra: Jack Ryan

Baseado no personagem Jack Ryan, de Tom Clancy, o filme é um suspense que mostra o jovem Jack descobrindo um complô terrorista financeiro.

Hércules: A origem da lenda

Filme retrata o jovem semideus, que desconhece sua ascendência divina e é vendido como escravo. Hércules deve lutar para recuperar seu reino.

Em casa
Se a preguiça que geralmente aparece nos dias de muito calor pegar vocês, então sintonizem um canal na TV que esteja transmitindo os Jogos Olímpicos de Inverno, que começou na quinta e está rolando em Sochi, na Rússia.

Neste fim de semana, a brasileira Jaqueline Mourão disputa, no domingo, a prova de biatlo, às 12h30 (horário de Brasília). Saibam mais sobre a programação clicando aqui.

Ou então assistam à mais um filme sugerido pelo professor Rafael para a Cinemateca do Raízes. O longa de hoje é Maria Antonieta (aquela dos brioches).

Bom fim de semana, galera!