29/11
Merlí

filosofiaMerlí é uma série de televisão produzida pela TV3 sobre um professor de filosofia que, usando alguns métodos pouco ortodoxos, incentiva seus alunos a pensar livremente – dividindo as opiniões de alunos, professores e famílias.

Com certa influência de filmes como Sociedade dos poetas mortos, Merlí tenta deixar a filosofia mais próxima de todos os públicos. Cada episódio se baseia nas ideias de algum pensador ou escola filosófica.

No total, a série terá 39 episódios, dos quais 26 já foram exibidos. Cada episódio leva o nome de um filósofo diferente. Depois de ter seus direitos comprados pelo grupo Atresmedia em novembro de 2015, a série foi dublada em espanhol e exibida em outros territórios da Espanha pelo canal LaSexta entre abril e junho de 2016.

Vale a pena conferir!

https://www.youtube.com/watch?v=Wk8nUkwZLxk

07/08
Game para aprender filosofia

Filosofia pode ser um assunto que assusta muita gente. Só falar em “Sócrates” ou “existencialismo” e o pessoal já corre, ainda mais quando se lembra de livros imensos daquela linguagem pouco acessível. Procurando ensinar filosofia de uma maneira divertida, a Superinteressante lançou um game que promete divertir muita gente (principalmente os amantes de jogos consagrados de luta como Street Fighter e Mortal Kombat). Trata-se do Filosofighters.

– Jogue o Filosofighters no site da Super!

game filosofiaA ideia é simples: nove filósofos emblemáticos da história, como Karl Marx, Jean-Paul Sartre e Nicolau Maquiavel, duelam em uma luta que os idealizadores chamam de “batalha de ideias”. O mais legal do conteúdo é que cada personagem tem dois golpes especiais, que remetem aos conceitos trabalhados em seus estudos.

Friedrich Nietzsche, por exemplo, o famoso filósofo alemão que tratou de valores e moralidade em seus estudos sobre o ser humano, tem dois golpes especiais: “Deus está morto” e “O Super-Homem”.

“Deus está morto” faz referência à fala de Nietzsche em “Assim Falou Zaratustra”. Para ele, a crença em Deus não tem sentido e que, sem religião, o homem pode conhecer o valor deste mundo e assumir sua própria liberdade.

Então? Vamos embarcar nessa?

Que comecem os jogos!

31/03
Dica do professor Wagner: filme O Preço do Amanhã e curiosidade aristotélica

O professor Vagner, de filosofia e sociologia, produção um texto muito interessante sobre curiosidade filosófica e, de quebra, ainda deu uma super dica de um filme. Boa leitura!

Aristóteles pesquisou muitas coisas, inclusive os insetos. O filósofo notou que eles têm o corpo separado em três. Aristóteles escreveu detalhadamente sobre os diversos elementos da história natural dos insetos. Isso tudo permaneceu praticamente sem qualquer atenção até 1.600! Foi só então que o pesquisador Ulisse Aldrovandi lançou a obra De animalibus insectis (Tratado dos insetos).

Dica de Filme: O Preço do Amanhã
Esse filme é uma ficção científica de boa originalidade. Com o cantor Justin Timberlake, essa película surpreende por ser mais parecida com antigos filmes de ficção. Até os veículos são antigos, apesar dos seus roncos futuristas. O personagem e protagonista Will é um cara pobre que precisa trabalhar para sobreviver, literalmente, pois nesse mundo em que vive há um relógio no punho de cada um, e muitos não têm mais que um dia de vida. Um milionário do tempo, com mais de um século de vida ficou desanimado e deu seu tempo a Will, de modo que se suicidou por não ver mais motivo na vida.

Os ricos praticamente possuem a eternidade nesse filme, e os pobres estão na iminência de sua morte. Cada ato é pago com tempo e muitas vezes não resta nada, sendo a morte fatal o fim, como ocorreu com a bela mãe de Will (mais jovem que ele na aparência). Então há pessoas com 60 anos, 80, e aparência de 30, 25, coisas que seriam o sonho das pessoas que temem o envelhecimento.

Will passa as diversas fronteiras do tempo (lembra as faixas do livro Divina Comédia.) e chegando naquela área dos ricos e eternos, encontra a filha de um banqueiro, com quem tem um romance. Ela encontra seu amor bandido, porque Will é procurado por roubar tempo. A polícia diz claramente não buscar a justiça, mas sim ser guardiã do tempo.

Fato é que ao jogar poker com o pai da bela moça, se vê o protagonista ainda mais rico e eterno, sendo que ele se banha com ela no mar, momento romântico de nudez e entrega. A filha do banqueiro se aventura assim e se arrepende, por ter se entregue ao desejo. Will é detido, mas consegue fugir, e leva de refém a filha do milionário. Ambos são assaltados e têm pouco tempo de vida.

Isso lembra o acasalamento de animais referidos por Darwin, onde a competição e a vitória dos mais aptos garantem a sua reprodução. No âmbito humano vemos essa seleção natural por outros meios que não pela força, mas as barreiras sociais não são empecilho. Will em atitude heroica, barganha tempo para o povo e deixa louco o banqueiro do tempo, e nessa atitude Robin Wood ele se transforma no bom bandido.

Vemos que o filme impressiona pela originalidade e pela criatividade. Vivemos tantos clichês no cinema que fica difícil achar um filme diferente. Aqui há esse drama de ser escravo do tempo, e tempo é literalmente dinheiro. O capitalismo é darwiniano como o próprio antagonista confirma em sua fala.

Há boa fotografia, o roteiro está bom e o filme tem um ar de dualidade, quando por um tempo está na riqueza e beleza, e noutro na escravidão e feiura dos pobres. Tal relógio no punho me lembrou da marca da Besta e algo diabólico. Fato é que o herói superou a morte e numa dinâmica cristã ofereceu aos outro o que não tinha, em caridade. As pessoas vivendo muito se tornam mais fúteis e colecionadoras de quimeras e superficialidades.

O filme é claro ao demonstrar as festas da alta sociedade. Will sabe que tudo isso se sustem a custa da morte de muitos e assim busca a justiça, que é seu maior crime. Venceu os donos do poder e possibilitou a vida a todos, além dos ricos. O filme é uma boa opção para quem já se encheu daqueles que já se sabe o que irá acontecer. Aqui cada segundo é perigoso, e a morte está a espreita. Uma boa opção para boas reflexões, pois o dinheiro faz o mesmo em nossa sociedade.

21/03
A condição humana

Os questionamentos a respeito da condição humana são antigos e muitos filósofos procuraram encontrar respostas.

Para entender melhor o tema, os alunos do 1º ano se reuniram em um bate-papo na aula de filosofia para compreender as principais respostas da filosofia à questão “o que é o ser humano?”.

Por meio do debate, cada aluno tomou uma posição, defendendo-a argumentativamente e mudando de posição face a argumentos mais conscientes.

As fotos da atividade estão no Flickr do Raízes. Para ver as imagens, é só clicar aqui.

04/12
Bonito ou feio?

O professor Vagner, de filosofia, enviou um texto muito interessante sobre o que é bonito e o que é feio. Boa leitura!

A estética é um ramo da filosofia que se ocupa das questões tradicionalmente ligadas à arte, como o belo, o feio, o gosto, os estilos e as teorias da criação e da percepção artística.

Do ponto de vista estritamente filosófico, a estética estuda racionalmente o belo e o sentimento que este desperta nos homens. Dessa forma, surge o uso corrente de estética como sinônimo de beleza. É esse o sentido dos vários institutos de estética: institutos de beleza que podem abranger do salão de cabeleireiro à academia de ginástica.

A palavra estética vem do grego aisthesis e significa “faculdade de sentir”, “compreensão pelos sentidos”, “percepção totalizante”.

Assim, a obra de arte, sendo, em primeiro lugar individual, concreta e sensível, oferece-se aos nossos sentidos; em segundo lugar, sendo uma interpretação simbólica do mundo, uma atribuição de sentido ao real e uma forma de organização que transforma o vivido em objeto de conhecimento, proporciona a compreensão pelos sentidos; ao se dirigir, enquanto conhecimento intuitivo, à nossa imaginação e ao sentimento (não à razão lógica), toma-se em objeto estético por excelência.

Você acredita em padrão de beleza?

 

04/09
A profissão para quem gosta de viajar

Quem aí gosta de viajar? Mas não para outros lugares, e sim ficar passeando por pensamentos e ideias dentro da própria cabeça. É mais ou isso que um filósofo faz, mas claro que de uma maneira diferente de ficar só pensando.

Por meio de reflexões sobre o sentido das coisas e formas de enxergar o mundo, este profissional apresenta problemas e soluções para situações do cotidiano que envolvem ética, política e moral, sem contar fatos atuais.

A principal área de atuação de um filósofo é a acadêmica, mas ele também pode dar aulas em escolas, escrever livros, atuar em empresas de vários segmentos, entre outras. Uma boa oportunidade para quem cursa Filosofia é conseguir bolsas de pesquisa em universidades fora do Brasil, ou ainda atuar como tradutor de obras clássicas da literatura mundial.

O curso em si é recheado de textos e será necessário, além do grande volume de leitura, escrever bastante, porque este é o exercício básico da formação: ler, refletir sobre o assunto e depois escrever suas próprias conclusões. O aluno terá contato com as obras dos principais pensadores da história, como Platão, Hegel e Kant, por exemplo.

 

26/08
O que é estruturalismo?

É mais importante analisar as estruturas (modos de funcionamento, regras, códigos, regularidades) do que interpretar os fenômenos em si. Alguém arrisca dizer à qual corrente de pensamento esta definição pertence? Está relacionada à disciplina do professor Vagner e é este o assunto que ele enviou para o blog esta semana.

Para quem não sabe, a frase acima define o que é o estruturalismo, cujas teorias e metodologias foram muito difundidas por acadêmicos das áreas de ciências humanas e sociais durante a segunda metade do século 20.

O estruturalismo provém de duas fontes primárias: na Psicologia, com o conceito de estrutura da mente proposto pelo médico, psicólogo e filósofo alemão Wilhelm Maximilian Wundt (1832-1920), um dos fundadores da psicologia experimental; e na Linguística, por meio do trabalho do filósofo e estudioso da linguagem suíço Ferdinand de Saussure (1857-1913).

Não foram só psicólogos e linguistas que utilizaram o estruturalismo em seus livros e pesquisas. Filósofos, historiadores, sociólogos e antropólogos passaram a analisar seus objetos de estudo a partir da perspectiva estruturalista.

Para citar um exemplo famoso, temos o caso do antropólogo franco-belga Claude Lévi-Strauss (1908-2009), cuja bibliografia inclui os clássicos “Antropologia Estrutural I” e “II”.

 

15/06
O que é liberdade para você?

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Quem não quer ser livre para ser e fazer o que bem entender?

Pensando nessa questão, o professor Vagner, de filosofia, fez mais uma atividade bem interessante sobre o tema com a turma do terceirão.

Para que eles entendam realmente que a liberdade não é algo dado, mas resulta da construção do sujeito moral e da consciência de si, o professor fez um debate no qual os alunos desenvolveram a habilidade da crítica, podendo sair do senso comum e criando uma dinâmica filosófica.

Veja como foi o debate no nosso Flickr clicando aqui.

13/04
Representando o mundo particular

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O professor de filosofia e sociologia Vagner propôs um exercício diferente para os terceirões A e B

Ele pediu que os alunos criassem uma arte para representar o mundo de cada um.

O objetivo da atividade foi auxiliar no entendimento de que a arte é um modo de conhecer o próprio mundo, para que cada um perceba e relacione o real com irreal, além de utilizar o senso crítico.

Veja como ficaram os desenhos no nosso Flickr. Para vê-los clique aqui.

09/10
Vamos falar sobre ética e moral?

Sempre é tempo para falar sobre ética e moral. Em ano de eleição, mais ainda. O professor Vagner, de filosofia, mandou um texto para a blog sobre estes dois conceitos na política e indicou uma entrevista com o filósofo Mário Sérgio Cortella. Vamos ver?

Mário Sérgio Cortella fala de ética e moral

Numa época em que tanto se fala de desvio de verbas do erário, suborno e corrupção, vale a pena colocar a ética e a moral em perspectiva. Não resta a menor dúvida de que, a continuar assim, o país de nossos sonhos vai demorar muito mais para se tornar realidade.

Os políticos, de maneira geral, com as exceções cada vez mais raras, são uma categoria surpreendente. Instalados no poder, sentem-se donos de um pedaço da pátria e, ao contrário do que deles esperamos, partem para a roubalheira desenfreada. Falcatruas de toda espécie passam a ser lugar-comum na vida de grande parte dos homens públicos.

Os conceitos de ética e moral, para eles, tornam-se meras figuras de retórica. Se apanhados em falta, negam com veemência, “indignados”, qualquer tipo de participação nos esquemas de ladroagem. Na maioria das vezes, protegidos pelo cargo, seguem imunes a punições e continuam roubando.

A Justiça pouco faz e quando tenta encontra o obstáculo do legislativo que, movido pelo espírito de corpo, protege seus pares. Por mais doloroso que seja admitirmos, a responsabilidade por esse estado de coisas é nossa. Somos nós, por meio do voto, que os instalamos no poder.

Que tal darmos uma paradinha para reavaliar valores? Com esse objetivo, fui buscar uma entrevista, já antiga, de Mário Sergio Cortella, filósofo, escritor, educador, palestrante e professor universitário. Natural de Londrina, Paraná, Cortella é figura conhecida. Com certeza vocês já o viram em algum programa de televisão de que habitualmente ele participa.

O vídeo abaixo mostra a participação de Cortella no “Programa do Jô”. Com o sotaque característico da região paranaense, o entrevistado discorre sobre ética e moral, com bastante propriedade e um toque de humor. Embora bem-humorada, a entrevista é profundamente séria e está classificada no rol daquelas que todos precisam ver. Depois de rir, pense no assunto. Se não fizermos nada, o futuro, para nós, pode não ter a graça que esperamos.