07/06
Dicas de filmes em espanhol

Aproveitando que o 3º ano está estudando um pouco de cinema e tevê na aula de espanhol, o professor Roberto Carlos enviou ao blog uma lista com algumas indicações para ajudar a turma.

Os filmes são:
Damian La Profecia
El Padrino
En Bueno El Malo y El Feo
Y Finalmente
Pesadilla en la Calle del Infierno

Agora é assistir aos títulos e treinar o espanhol!

18/02
Robocop novo ou antigo? Descubra qual o professor Fábio mais gosta

O professor Fábio, de geografia, mandou para uma resenha mega legal sobre a refilmagem do filme Robocop, lançado em 2014. Veja a comparação entre o remake e o campeão de bilheteria brasileiro Tropa de Elite, ambos do mesmo diretor. Se alguém não viu o filme, com certeza vai querer correr para o Netflix e ver o filme o mais rápido possível.

Uma mania muito presente entre os produtores dos grandes estúdios que, ao invés de incentivar novas ideias, tentam pegar carona em sucessos de épocas porque não querem se arriscar com projetos novos. Apesar de inovação não ser garantia de lucro, quase sempre os remakes resultam em fracassos, pois os produtores exigem que a versão nova tenha referências do original sem o cuidado com a contextualização ou a atenção devida ao público novo.

O Robocop de José Padilha, no entanto, não deixa nada a desejar em relação a sua inspiração de 1987, do diretor Paul Verhoever, apesar de não ter o psicodelismo e a violência que marcou a produção.

robocop 1987O filme de 1987 teve um grande impacto por ter retratado muito bem a tensão da Guerra Fria sob uma ótica diferente: os efeitos da Ordem Bipolar dentro dos EUA com suas neuroses e caçada por um inimigo criado pelo próprio governo estunidense. No filme de 2014, Padilha deu enfoque na necessidade da potência imperialista em manter sua hegemonia no exterior, representada pela tecnologia de ocupação (os drones) em países inimigos do Oriente Médio, ao mesmo tempo em que o governo norte-americano alimenta o medo do inimigo estar também dentro da nação.

O diretor brasileiro soube fazer um bom remake, pois agradou gregos e troianos: colocou as referências ao original de 1987, gastou pouco com a produção, deu o retorno esperado tanto de crítica quanto em bilheteria, e contextualizou a história de forma eficiente usando os moldes do seu sucesso internacional (Tropa de Elite 1 e 2) para contar a história do policial que é transformado num ciborgue para promover a força norte-americana tanto dentro quanto fora do país.

Desta forma, o policial Alex Murphy (Joel Kinnaman) se aproxima do capitão Nascimento (Wagner Moura). Ambos são desumanisados pelas circunstâncias e lutam para se reconstruírem, ao mesmo tempo em que tentam identificar qual é o real inimigo: o crime organizado ou o governo que os criaram.

RoboCop_2014Outro aspecto presente tanto no filme de Vanhoever quanto no de Padilha é a força da mídia. Seja no noticiário tendencioso (Robocop de 1987) ou num apresentador reacionário e histérico (Robocop 2014), que conduzem a opinião púbica em aprovar ou rejeitar o herói.

Mas, original é sempre original. No filme de Verhoever, há uma característica que não foi igualado ou superado. Sua abordagem foi quase uma premonição porque mostrou a associação entre governo e megaempresas. O filme é de 1987, numa época em que só se falava em multinacionais e mostra como o Estado (personificado pela polícia de Detroit) estava à mercê dos interesses empresariais, algo só evidente em tempos atuais.

Antes que me julguem um velho saudosista que só gosta dos clássicos (pois é verdade!), devo concluir que José Padilha conseguiu fazer um bom filme brasileiro usando um grande orçamento (para os nossos padrões de produção), não deturpou o clássico ao adaptá-lo para os dias atuais, não se sujeitou às condições dos executivos dos estúdios, abriu novas possibilidades para outros projetos e, mesmo tendo os que torceram o nariz, seu filme passou o recado e agradou.

Bom Filme!

19/09
Cinemateca do Raízes: Transformers 4

O professor Fábio, de geografia, mandou mais uma indicação de filme para quem gosta de muita ação: Transformers 4.

Transformers: a era da extinção

“Eu sou Optimus Prime, e mando uma mensagem para as estrelas: Michael Bay retorna com sua câmera lenta, suas explosões, orçamento astronômico e sua incapacidade de realizar um filme com menos de 2 horas!”

Perdão, vou recomeçar… chegou às telonas a mais nova produção da franquia de sucesso baseada nos brinquedos da Hasbro: Tranformers 4 ou A Era da Extinção. Desta vez sem nenhum dos personagens humanos dos três filmes anteriores, mas mantendo a trinca de robôs de interesse comercial: Optimus, Bublebee e Megatron.

Quatro anos se passaram desde a grande batalha de Chicago entre Autobots e Decepticons e os gigantescos robôs alienígenas desapareceram. Eles são atualmente caçados pelo governo dos EUA (aqui representado pelo secretário de segurança Harold Attinger, interpretado por Kelsey Grammer) com uma ajudinha de um tipo de mercenário cibertroniano, com a justificativa de que não desejam passar por outra batalha de robôs gigantes.

No entanto, há um interesse menos nobre quando surge o grande empresário de tecnologia Joshua Joyce (Stanley Tucci) que se aproveita da onda antialienígena para copiar a tecnologia dos Transformers. Nesse meio tempo surge Cade Yeager (Mark Wahlberg), um inventor fracassado e endividado, que encontra um caminhão abandonado num cinema falido (como é que é?).

Ele jamais poderia imaginar que o veículo é na verdade Optimus Prime, o líder dos Autobots. Muito menos que, ao ajudar a trazê-lo de volta à vida, Cade e sua filha Tessa (Nicola Peltz) entrariam na mira das autoridades americanas.

Ok! Os filmes dos Transformers são oito ou oitenta, ou seja, ou você não gosta e não passa nem na porta do cinema, ou você é fã e vai assistir. O diretor manteve a receita que deu certo anteriormente: alguns personagens humanos que funcionam muito bem como espectadores e vítimas de uma batalha colossal, estabelece-se algumas relações entre fatos e acontecimentos da Terra com uma intervenção dos cibertronianos e muitas sequências de lutas em câmera lenta.

Então não há nada de novo? Surge um novo mistério envolvendo os criadores dos Transformers e suas intenções ao criarem os robôs, também há uma divertida brincadeira em mostrar novos robôs que representam caricaturas de clichês de filmes de ação: tem um samurai, com um estilo de roupa que parece que saiu da Matrix e um gordão do tipo soldado aposentado que fuma charuto. É sério!

Um destaque são os Dinobots, bem estilosos e dão um upgrade nos momentos finais do filme (afinal até esta altura já se passaram duas horas e tantas de filme, ufa!). Outro destaque é o uso da metalinguagem como toque de humor, como quando Cade vai ao cinema falido e o dono do lugar se queixa pelo fato de que hoje em dia não se fazem filmes originais, somente continuações e remakes, neutralizando assim os futuros críticos mais mordazes.

Enfim, tirando algumas, digamos, “viagens”, como o fato de um caminhão estar perdido dentro de um cinema e o dono nem saber sobre, ou um piloto de rally da Red Bull estar escondido no meio de um milharal, o filme é empolgante e deixa um gostinho de quero mais principalmente para os adultos que ainda têm uma criança dentro da alma, como este que aqui escreve. Bom Filme!

13/08
Robin Williams em Sociedade dos Poetas Mortos

Esta semana começou triste para o mundo do cinema e para todos que curtiam o ator Robin Williams, que foi encontrado morto na segunda-feira (11).

Ele participou de uma série de filmes com mensagens muito bonitas, como “Patch Adams” e “Gênio Indomável”, e um dos mais marcantes tem tudo a ver com literatura, como lembrou a professora Vera: “Sociedade dos Poetas Mortos”.

O filme mostra a relação de um professor de poesia com seus alunos em uma escola bem conservadora. À turma ele se preocupa em passar a mensagem de “Carpe Diem”, para que todos aproveitem ao máximo as oportunidades que aparecerem e busquem sempre suas paixões para fazer de suas vidas algo extraordinário.

“Sociedade dos Poetas Mortos” é também uma aula de literatura. Foi livremente inspirado no livro “O Despertar da Primavera”, de Franl Wedekind, e está cheio de citações bacanas de Henry David Thoreau, Walt Whitman e Byron.

Vale a pena assistir não só para entender um pouco mais sobre literatura, mas também para matar as saudades do ator!

15/07
5 documentários que podem ajudar nos estudos para o vestibular

No Cinemateca do Raízes desta terça-feira (15) temos só documentários.

Escolhemos cinco longas que vão ajudar a galera que está se preparando para o Enem e a maratona de vestibulares.

Os temas podem ser alvo das questões dos processos seletivos ou mesmo das redações. Fiquem de olho!

Quebrando Tabu, de Fernando Grostein Andrade

O documentário mostra como funciona o comércio e o tráfico ilegal de drogas. O assunto é bem atual graças à legalização da maconha no Uruguai.

The Square, de Jehane Noujaim

Filme mostra os acontecimentos após a queda do presidente egípcio Hosni Mubarak, em 2011, por meio dos olhos dos ativistas.

Promises, de Carlos Bolado, Justine Shapiro e B.Z. Goldberg

Os conflitos do Oriente Médio são retratados pela visão de crianças palestinas e israelenses que vivem em Jerusalém.

Dossiê Jango, de Paulo Henrique Fontenelle

Obra discute o suposto assassinato do ex-presidente João Goulart, em 1976, e a ditadura militar no Brasil. Neste ano, o Golpe de 1964 completa 50 anos.

Junho – O Mês que Abalou o Brasil, de João Wainer

Documentário em cartaz nos cinemas que mostra a evolução das manifestações que começaram com a demanda de redução das tarifas do transporte públicos no Brasil em junho de 2013.

E vocês? Tem mais algum documentário para indicar?

06/06
Robocop (2014)

Para fechar a semana, a dica desta sexta-feira (6) é do professor Fabio. Ele escreveu uma resenha bem bacana sobre a refilmagem de Robocop, do brasileiro José Padilha, que conta com um excelente conteúdo sociopolítico. Se liga!

Robocop (2014)

Mais uma refilmagem de um clássico. Uma mania muito presente entre os produtores dos grandes estúdios que, em vez de incentivar novas ideias, tentam pegar carona em sucessos de épocas porque não querem se arriscar com projetos novos.

Apesar de inovação não ser garantia de lucro, quase sempre os remakes resultam em fracassos, pois os produtores exigem que a versão nova tenha referências do original sem o cuidado com a contextualização ou a atenção devida ao público novo.

O Robocop de José Padilha, no entanto, não deixa nada a desejar em relação à sua inspiração de 1987, do diretor Paul Verhoever, apesar de não ter o psicodelismo e a violência que marcou a produção. Vejamos.

O filme de 1987 teve um grande impacto por ter retratado muito bem a tensão da Guerra Fria sob uma ótica diferente: os efeitos da Ordem Bipolar dentro dos EUA com suas neuroses e caçada por um inimigo criado pelo próprio governo estadunidense.

No filme de 2014, Padilha deu enfoque na necessidade da potência imperialista em manter sua hegemonia no exterior, representada pela tecnologia de ocupação (os drones) em países “inimigos” do Oriente Médio, ao mesmo tempo que o governo norte americano alimenta o medo do “inimigo” estar também dentro da nação.

O diretor brazuca soube fazer um bom remake, pois agradou gregos e troianos: colocou as referências ao original de 1987, gastou pouco com a produção, deu o retorno esperado tanto de crítica quanto em bilheteria e contextualizou a história de forma eficiente.

Ele usou os moldes do seu sucesso internacional (Tropa de Elite 1 e 2) para contar a história do policial que é transformado num ciborgue para promover a força norte americana tanto dentro quanto fora do país. Desta forma, o policial Alex Murphy (Joel Kinnaman) se aproxima de Roberto Nascimento (Wagner Moura).

Ambos são desumanizados pelas circunstâncias e lutam para se reconstruírem, ao mesmo tempo em que tentam identificar qual é o real inimigo: o crime organizado ou o governo que os criaram.

Outro aspecto presente tanto no filme de Vanhoever quanto no de Padilha é a força da mídia. Seja no noticiário tendencioso (Robocop de 1987) ou num apresentador reacionário e histérico (Robocop de 2014) que conduzem a opinião púbica em aprovar ou rejeitar o herói.

Mas original é sempre original. Há uma característica no filme de Verhoever que não foi igualada ou superada. Sua abordagem foi quase uma premonição porque mostrou a associação entre governo e megaempresas. O filme é de 1987, numa época em que só se falava em multinacionais e mostra como o Estado (personificado pela polícia de Detroit) estava à mercê dos interesses empresariais, algo só evidente em tempos atuais.

Antes que me julguem um velho saudosista que só gosta dos clássicos (pois é verdade!), devo concluir que José Padilha conseguiu fazer um bom filme brasileiro usando um grande orçamento (para os nossos padrões de produção), não deturpou o clássico ao adaptá-lo para os dias atuais, não se sujeitou às condições dos executivos dos estúdios, abriu novas possibilidades para outros projetos e, mesmo tendo os que torceram o nariz, seu filme passou o recado e agradou.

Bom filme!

26/05
O filme Elysium e as questões ambientais

A professora Camila Sant’ Ana, de Biologia, deu uma dica de filme muito bacana e que tem tudo a ver com o projeto interdisciplinar “Obsolescência Programada”, proposto aos alunos do 1º ano.

É o filme Elysium, produção americana que conta no elenco com dois atores brasileiros: Wagner Moura e Alice Braga.

A história do filme se passa em 2159. O mundo é dividido entre dois grupos: o primeiro, riquíssimo, mora na estação espacial Elysium, enquanto o segundo, pobre, vive na Terra, repleta de pessoas e em grande decadência.

De um lado, a secretária do governo Rhodes (Jodie Foster) faz de tudo para preservar o estilo de vida luxuoso de Elysium, mas do outro, um pobre cidadão da Terra (Matt Damon) tenta um plano ousado para trazer de volta a igualdade entre as pessoas.

“O olhar voltado para a disciplina de Biologia vem quando o espectador é convidado a refletir um pouco sobre a desigualdade entre os povos e perceber que a vida no planeta Terra tem limite, que os recursos naturais podem chegar ao esgotamento caso o ser humano não repense suas atitudes e valores”, observou a professora Camila.

O professor Fabio, de Geografia, já escreveu para o blog um artigo destacando outros pontos interessantes de Elysium. Quem quiser rever, é só clicar aqui.

Quem tem TV por assinatura pode assistir ao filme nesta segunda-feira (26), às 22 horas, no canal HBO 2.

Bom filme!

23/05
Arte, lixo e transformação social

A arte e a cultura podem, e devem, ser um estímulo para o desenvolvimento individual e social. Um trabalho contemporâneo que demonstra isso, indicado pela professora Amarilis, é o projeto “Lixo Extraordinário”, desenvolvido pelo artista brasileiro Vik Muniz.

A própria trajetória de vida do artista já é uma forma de mostrar o quanto a arte pode mudar a vida de pessoas e comunidades. Com o dinheiro que recebeu de uma indenização por ter levado um tiro ao tentar separar uma briga, Vik comprou uma passagem para os Estados Unidos e lá começou a desenvolver seu trabalho. Mal sabia ele que sua arte se tornaria referência no mundo todo.

Entre agosto de 2007 e maio de 2009, Vik esteve no Jardim Gramacho, que era um dos maiores aterros de lixo do mundo, localizado no Rio de Janeiro, para fotografar alguns catadores e propor a eles a participação em um projeto para transformar o lixo em arte.

O projeto foi tão bacana que acabou virando documentário, lançado em 2010. Quem ainda não viu, pode ver aqui no blog.

Além de mostrar que as obras de arte são uma forma de expressão e de transformação de realidades, o documentário também fala sobre um processo criativo com a utilização de diferentes materiais e sensibiliza nosso olhar para o ambiente em que vivemos.

Vale a pena ver!

06/05
A química por trás do filme “O Óleo de Lorenzo”

Há casos da ciência que são tão interessantes que acabam virando filme. É o caso da história dos italianos Augusto e Michaela Odone, que desenvolveram uma mistura dos ácidos oléico e erúcico para tratar a adrenoleucodistrofia (ALD), doença que atingiu o filho do casal, Lorenzo Odone.

A ALD é uma doença que afeta o sistema nervoso e provoca a perda de mielina. Sem esta substância, o doente para de se mover, ouvir, falar e respirar. Lorenzo foi diagnosticado aos 5 anos e os médicos informaram os pais que ele viveria no máximo por mais três anos.

No entanto, o casal correu atrás de informações e acabou por desenvolver o óleo que proporcionou ao filho viver até os 30 anos. A história toda vocês podem conhecer assistindo ao filme “O Óleo de Lorenzo”, indicação muito bacana do professor Junior.

Além de contar uma história real muito bonita, o filme mostra como ocorre o processo de pesquisa científica, explica como ocorre a doença, seu processo bioquímico e como os pais chegaram até a substância. Vocês podem assistir ao filme aqui no blog:

11/04
Você cineasta

A primeira etapa para se fazer um filme é o roteiro, que nada mais é do que a história escrita num formato e linguagem específicas, cujas cenas serão utilizadas para fazer a captação das imagens. Vocês têm alguma ideia de como se escreve um roteiro?

Se a resposta for não, e você está interessado em descobrir, uma boa oportunidade é a Oficina de Roteiro de Cinema que será oferecida no Casarão do Carmo, a partir do dia 17 de abril.

A inscrição é gratuita, basta enviar um e-mail para cultura@pmmc.com.br, com o assunto “Oficina de Roteiro de Cinema”, contendo o seu nome e endereços completos, telefones fixo e celular e a data de nascimento.

São apenas 20 vagas e a inscrição pode ser feita até o dia 16.