22/10
Eu sou Malala

malalaO livro: Eu sou Malala, da Companhia das Letras, é a indicação de leitura da prô de gramática para os alunos do Ensino Médio.A história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã, é tema de reflexão e análise nas aulas.

Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação.

Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria.

Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz.

Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens.

O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã.

Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente.

“Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu”, ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo.

06/06
Machadiando…

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“Onde há verdade e onde há mentira dos sentimentos? Seria a bela Capitu, com seus olhos de cigana oblíqua e dissimulada, uma adúltera?

Machado de Assis leva uma leitura muito envolvente, emocionante e fascinante com Dom Casmurro, permeando muito bem as personalidades de cada um dos personagens ele produziu um dos maiores livros da literatura. Mas criando Capitu, nos legou um incrível mistério, um mistério até hoje indecifrado.

Há muitos anos os especialistas o analisam sob todos os aspectos. Em vão. Embora o autor se tenha dado ao trabalho de distribuir pelo caminho todas as pistas para quem quisesse decifrar o enigma, ninguém ainda o desvendou. A alma de Capitu é, na verdade, um labirinto sem saída, e ainda deixa muitos olhares de dúvida sobre sua personalidade forte.

Neste clima de suspense, os alunos do 2º ano trilham um caminho de leitura pelos olhares misteriosos de Capitu e o ciúme corrosivo de Bentinho, e iniciam a própria construção de opinião sobre essa obra tão fascinante de Machado de Assis.

E você o que acha? Capitu traiu ou não traiu Bentinho.

05/02
Livros Paradidáticos

Já podemos conferir a lista de livros paradidáticos para este ano.

LEMBRETE:

A LEITURA COMPLEMENTAR OBRIGATÓRIA que consta na lista, deverá ser feita durante as férias  (Julho).

Fiquem atentos!

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05/07
Leitura nas férias: O mundo de Sofia

O professor Vagner traz uma dica de leitura super especial para as férias.

O livro é “O Mundo de Sofia” de Jostein Gaarder ! Essa é uma indicação que ele já havia feito, mas achou que ela poderia ser “revista” . Boa Leitura e boas indicações!

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Imagine se um dia você começasse a receber cartas anônimas, com perguntas do tipo “Quem é você?”, “De onde você vem?” ou “Como começou o mundo?”, e a partir desse momento você descobrisse o quão pouco sabemos sobre este mesmo mundo em que vivemos. É isso que acontece com a personagem Sofia Amudsen, uma menina que começa a receber essas estranhas cartas.

Em O Mundo de Sofia, obra de maior expressão de Jostein Gaarder, somos levados a uma viagem através da história da filosofia e, subitamente, percebemos que algo tão distante e misterioso, como a Filosofia, pode tornar-se essencial para nossa existência.

É por isso que a leitura desse livro é válida. Quem sabe após ele você possa deixar o conforto da pelugem macia do coelho e passe o olhar tudo a partir do topo de seus pelos! Não entendeu nada? Então leia o livro, com certeza você vai gostar!

12/12
Como fazer o fichamento das obras literárias para o vestibular

Vocês têm dificuldade em fazer o fichamento das obras literárias pedidas nos principais vestibulares? Pois então fiquem ligados nas dicas do professor Guilherme.

Mais do que assimilação mecânica de características dos estilos de época, estudar literatura exige a leitura e o contato direto com as obras literárias.

No caso dos vestibulares que listam os livros que podem cair nos exames, é necessário, no momento da leitura, fazer o FICHAMENTO com as características das obras, levando em conta os elementos básicos da narrativa:

- Foco narrativo;
- Tempo;
- Espaço;
- Ação;
- Personagens;
- Além de dados como o ano de publicação da obra.

Recomenda-se também que se estabeleçam relações entre os livros que integram a lista. Ver por, exemplo, as semelhanças entre “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “O Cortiço”, ou as diferenças entre “Ernesto de Tal”, romance de Machado de Assis e “Til”, de José Alencar.

Além disso, estudar literatura exige que se estabeleça o diálogo com outras artes e linguagens. Por isso, busquem associar as obras literárias com filmes, programas de televisão, quadros, entre outros.

23/10
“Conpozissõis Imfãtis”

“Eu quando crescer vou ser adulto só porque sou obrigado senão eu ia ser sempre pequenininho”. Taí um trecho de um dos textos que fazem parte das “Conpozissõis Imfãtis”, de Millôr Fernandes.

No livro, o autor se coloca no lugar da criançada – inclusive utilizando uma linguagem infantil – para falar sobre assuntos como ser adulto, eletricidade, o escuro, entre outros temas.

“Muito oportuno para o mês em que comemoramos o Dia das Crianças. Millôr Fernandes tem uma série de textos escritos sob a ótica delas”, explica a professora Vera, que deu a dica da leitura.

Alguns contos do livro podem ser acessados no site Millôr Online. É só clicar aqui para ler e se divertir.

12/11
Romance colaborativo

Vocês se lembram quando falamos aqui no blog sobre o livro Só o Pó, que está sendo publicado no Facebook?

Pois a internet já tem outra iniciativa parecida com essa – de usar a rede como plataforma para publicação de um livro, em partes – porém, com uma pegada mais colaborativa.

É o site The Collabowriters, criado pelo artista Willy Chyr como forma de compartilhar o processo criativo de um romance.

A brincadeira funciona assim: primeiro você acessa o site e dá uma lida na história que já foi escrita pelos colaboradores, depois faz um cadastro para poder palpitar no romance também, ou seja, dar a sua contribuição.

Essa contribuição pode ser uma frase de no máximo 140 caracteres (coisa fácil de ser feita pelos usuários do Twitter, certo?) e vai para uma votação, já que o processo colaborativo é democrático.

A primeira frase da história, sugerida por Chyr e aprovada pela maioria dos colaboradores, é: “Era uma noite escura e chuvosa”.

Para explicar melhor esse processo, o cara deu uma entrevista para a revista Galileu. Se vocês querem conhecer a história que está sendo criada e colaborar também, é só clicar aqui e soltar a criatividade. Ah, galera, o site é em inglês.

29/10
Livros censurados

Vocês sabiam que muitos best-sellers a livros clássicos- alguns até adaptados para o cinema para o público infantil – já foram censurados?

Pois é, nesta segunda-feira (29), Dia Nacional do Livro, o Ig Jovem relembrou 15 títulos que já estiveram – ou ainda estão – fora de circulação por motivos bem questionáveis.

A saga Harry Potter, por exemplo, foi censurada nos Emirados Árabes por, supostamente, incentivar a bruxaria. Já Alice no País das Maravilhas foi tirado de circulação na China, por “colocar os animais no mesmo nível que os homens”.

O clássico de J.D. Salinger O Apanhador no Campo de Centeio, que hoje é leitura obrigatória nos Estados Unidos, chegou a ser retirado de algumas bibliotecas na época de seu lançamento, em 1951, após protestos de pais, que consideraram que a história tinha linguagem chula e incitava a rebeldia.

Até mesmo Lorax, que recentemente virou animação nos cinemas para mostrar à criançada a história de um bichinho protetor do meio ambiente, foi censurado. Uma cidade da Califórnia considerou que o livro deu uma visão negativa sobre o desmatamento (a pergunta que fica é: qual seria o lado positivo do desmatamento?).

Quer saber quais outros livros já foram censurados? Então, dá uma olhada na reportagem do IG Jovem clicando aqui.

04/09
Clássicos em HQ

Com certeza vocês já ouviram a frase: “Esse livro é um clássico! Leitura obrigatória!”.

E, para quem está prestes a fazer o vestibular, além dos “clássicos”, outras leituras “obrigatórias” são os livros que vão cair nos processos seletivos.

Mas e se pudéssemos conhecer os clássicos por meio de histórias em quadrinhos? Uma boa HQ é bacana, pois sintetiza em poucas páginas a história, muitas vezes com uma linguagem diferente, e com os traços e as cores dos desenhos.

Na verdade, alguns clássicos já viraram HQs, como “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, “Robinson Crusoé”, de Daniel Defoe, e “Frankenstein”, de Mary Shelley. A ideia não é substituir uma leitura pela outra, mas apresentar uma história interessante, um clássico imperdível, para que a galera possa se interessar e ler o livro, que também é uma experiência bacana.

Quem quiser saber mais onde encontrar títulos de clássicos em HQs, pode dar uma olhadinha no site da Folhateen.